domingo, 23 de agosto de 2015

Renegade - O Dom de Voar

Sigo fazendo amor com livro O Dom de Voar, de Richard Bach, que escreve no capítulo Uma Senhora de Pacatonica:
"Foi, pois, em Pecatonica, Illinois, no verão de 1966, na carlinga de um biplano acabado de aterrissar, que eu descobri que não é ser amado e admirado pelos outros que nos dá alegria de viver. Essa alegria provem, de ser capaz, eu próprio, de amar e admirar tudo aquilo que eu acho bom e belo."
Foi ao voltar à minha província de origem em busca de estreitar os laços com meu grupo de pertencimento original, após ser informada de que talvez tivesse que passar por uma cirurgia, que descobri que os que ficaram esperavam acolher de volta a pessoa que eu era há dez anos. Constatei que para os que ficaram era difícil aceitar a pessoa que me tornei, o meu eu do passado esculturado pelo amadurecimento. Eu também esperei reencontrá-los como eram quando os deixei. 
Não cheguei a contar sobre o principal motivo de ter retornado! 
Richard Bach, narrando um sentimento que teve no ano em que nasci, define o que sinto hoje, lindamente:
"...eu descobri que não é ser amado e admirado pelos outros que nos dá alegria de viver. Essa alegria provem, de ser capaz, eu próprio, de amar e admirar tudo aquilo que eu acho bom e belo."
Richard Bach é como um hino de anjos, ao entardecer neste domingo, no capítulo Um Evangelho Segundo Sam, ele escreve: 
"Um velho guru, deve, sem dúvida, ter dito a um discípulo há dez mil anos atrás: Sabe, Sam, nunca haverá alguém que seja dono de qualquer coisa além dos seus próprios pensamentos. Através dos tempos, nunca conseguiremos conservar a posse de gente, lugares ou coisas. podemos caminhar um pouco com eles, mas, mais cedo ou mais tarde, tomaremos, cada qual, posse apenas do que é nosso - o que aprendemos, como pensamos - e seguiremos separadamente nossos caminhos independentes."

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