sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Coragem - 98 - A Festa da Vingança



"A minha garganta ficou seca como barro cozido
(Sl 21,16) - Pai Nosso...

"Minha língua pegou-se ao meu paladar
(Sl 21,16) - Ave Maria...



domingo, 23 de agosto de 2015

Renegade - O Dom de Voar

Sigo fazendo amor com livro O Dom de Voar, de Richard Bach, que escreve no capítulo Uma Senhora de Pacatonica:
"Foi, pois, em Pecatonica, Illinois, no verão de 1966, na carlinga de um biplano acabado de aterrissar, que eu descobri que não é ser amado e admirado pelos outros que nos dá alegria de viver. Essa alegria provem, de ser capaz, eu próprio, de amar e admirar tudo aquilo que eu acho bom e belo."
Foi ao voltar à minha província de origem em busca de estreitar os laços com meu grupo de pertencimento original, após ser informada de que talvez tivesse que passar por uma cirurgia, que descobri que os que ficaram esperavam acolher de volta a pessoa que eu era há dez anos. Constatei que para os que ficaram era difícil aceitar a pessoa que me tornei, o meu eu do passado esculturado pelo amadurecimento. Eu também esperei reencontrá-los como eram quando os deixei. 
Não cheguei a contar sobre o principal motivo de ter retornado! 
Richard Bach, narrando um sentimento que teve no ano em que nasci, define o que sinto hoje, lindamente:
"...eu descobri que não é ser amado e admirado pelos outros que nos dá alegria de viver. Essa alegria provem, de ser capaz, eu próprio, de amar e admirar tudo aquilo que eu acho bom e belo."
Richard Bach é como um hino de anjos, ao entardecer neste domingo, no capítulo Um Evangelho Segundo Sam, ele escreve: 
"Um velho guru, deve, sem dúvida, ter dito a um discípulo há dez mil anos atrás: Sabe, Sam, nunca haverá alguém que seja dono de qualquer coisa além dos seus próprios pensamentos. Através dos tempos, nunca conseguiremos conservar a posse de gente, lugares ou coisas. podemos caminhar um pouco com eles, mas, mais cedo ou mais tarde, tomaremos, cada qual, posse apenas do que é nosso - o que aprendemos, como pensamos - e seguiremos separadamente nossos caminhos independentes."

segunda-feira, 27 de julho de 2015

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Êxodo

Honra teu pai e tua mãe, a fim de que tenhas vida longa na terra que o Senhor, o teu Deus te dá.
Êxodo 20:12


terça-feira, 23 de junho de 2015

O ouvido sofre

O ouvir, ah, ouvir...
Tenho pensado que tanto quanto para ler pensamentos, ouvir seria ainda melhor se houvesse um filtro deixando passar somente o que as crianças dizem quando sentamo-nos juntos à elas para conversar, ou com os idosos e às músicas. Penso que às cordas vocais deveria ser aplicada a mesma educação que damos a outras partes do corpo, tais como ao ânus. Neste caso, muitas palavras não sairiam do falatário, um lugar pequeno, á prova de som, com banco e um espelho, falando lá, se as palavras saíssem desagradáveis, agressivas ou fedorentas, nos absteríamos de obrigar os outros  a conhecê-las.
Enquanto isso não seja possível, vamos juntando estes resíduos da mente alheia, como pedras, e construindo com elas uma resistência tão grande, que possamos encará-las como expressões infantis de crianças mal criadas, que um dia amadurecerão e sentirão vergonha das próprias peraltices.

Frustro por Dever, por Fé e também por Passiva

Ao cuidar dos seus interesses
Ao frustrar os interesses desequilibrados de outrem
Por fechar os olhos e viajar sem sair do lugar
Por viajar enxergando
Enxergando o que decretam que não possível
Portadora de Ceratocone, transplantada,
Por chegar, por meus meios ou alheios, 
onde devo, mesmo que não queira:
Cadela, tenho ouvido.
Cadela, e Máxima, respondo e minha voz ressoa grave
mas doce no salão do meu coração.
E encurralada, ainda assim, tenho frustrado.
E nunca espero mais do que sei que é possível, 
Portanto espero O melhor