terça-feira, 6 de março de 2018

Relacionamentos Abusivos - Estupros dentro de casa

É muito difícil entender quando estamos sendo abusados, os relacionamentos vão se estruturando no dia a dia e na combinação de personalidades, na sua exposição que a convivência autêntica oportuniza.
Ao observar criticamente casais em curto ou médio tempo de relacionamento sempre é mais fácil identificar alguma faceta que ao observador implicaria em abuso, mas que é encarada pelo casal como ajustar e ceder no que não é tão importante.
Se eu não ceder nunca, se eu não procurar ajustar-me ao outro, fica difícil manter a relação, sempre pensei assim e tentei arduamente e por muito tempo declarar minha insatisfação quando a mesma flexibilidade por parte do meu parceiro não me contemplava.
Eu tive azar.
Eu tive sorte em ser forte, e à partir da manutenção destes relacionamentos obtive os maiores ganhos da minha vida e experiência. Guardo comigo também a certeza de não ter terminado com os relacionamentos por motivos fúteis, por egoísmo, ou por avaliar errado no calor da hora em um atrito num dia ruim para ambos.
Ao observar casais que conseguiram conservar um longo casamento sempre é difícil identificar se há uma personalidade abusiva, geralmente quando vemos um dos parceiros abusando em algum âmbito, o outro abusa noutro e não há mais atrito sobre isso, os abusos passam a ser encarados como liberdades, o casal assentou-se nestas bases e a união é estável e eterna.
Buscamos o ideal, porém, de encontrar o parceiro ideal, mas estamos nos formando no sentido de não contemplar qualquer nuance cultural ou psicológica que fuja ao nosso rígido padrão pré estabelecido do que significa o "abuso" do outro.
Às vezes, por falta de conhecimento do limite alheio cometemos um abuso que é psicologicamente insuportável ao outro. Se o amor existe a paz se faz no dia seguinte que já não é um dia não para ambos.
Para haver aquele casamento lindo em que pouco do que consideramos abuso pode ser identificado, o apoio social da família e amigos é essencial. Muitas vezes a nutrição do casamento vem da admiração que nosso parceiro desperta no nosso grupo de pertencimento. Quando isso ocorre é mais fácil ver o pedido do outro para que não se diga esta palavra que pode feri-lo em função de situações traumáticas vividas anteriormente, é natural querer agradá-lo vestindo uma roupa que o deixa feliz e orgulhoso e mudar o tom da maquiagem não é questão de vida ou morte.
Longos casamentos vêm do amor e cumplicidade, mas a aceitação social do casal é preponderante, desta forma os nobres vão levando seus casamentos e nós do operariado estamos valorizando uma cerva no boteco com as amigas, mais do que a estabilidade para o crescimento saudável dos filhos.
Ninguém cresce saudável entre brigas, mas as brigas que ocorrem pela cor do batom estão camuflando a insatisfação soprada pelo demônio que assumiu a forma da tia, da "miga, sua louca".
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