terça-feira, 15 de maio de 2018

Estrelas do Cinema Abusadas Sexualmente

O vocalista do Likin Park, que morreu ano passado após declarar ter se assumido como bissexual, Chester Bennington, o lançador do Atlanta Braves, R. A Dickey, a antiga estrela da NHL, Theo Fleury e o premiado diretor de filmes, Tyler Perry, são algumas da maiores celebridades masculinas da América. 
Eles revelaram recentemente terem serem vítimas de agressão e abuso sexual.
Chris Brown, professor da Universidade de Minnisota, foi vítima, e diz que sente-se ainda mais desamparado, diante da evidência que o movimento Mee Too, decola apenas com a manifestação das mulheres vítimas dos patrões e produtores da cena artística.
"Se alguns homens abusam de mulheres, então  todos nós somos abusadores e quando se trata de sermos abusados, parece que nós merecemos isso." Disse Brown para NBC News.
"Nós nunca somos necessariamente bem-vindos ao desfile, declarou Adrew Schmutzer, que sofreu violência quando adolescente.
Os artistas masculinos que estão se mobilizando assumiram o Men Too, junto à sua assinatura de twiter.
Segundo declara Male Survivor, um a cada seis homens americanos foi abusado e violado sexualmente.
Agora pouco importa se foram as mulheres ou os homens a trazer a questão a baila.
Um a cada seis meninos, adolescentes ou jovens homens foi abusado e invariavelmente carregou o dano psicológico à sós, até agora.
A polêmica mexe com todos, vítimas, abusadores e nós que tínhamos certeza de que não fomos vítimas de nada, até começar a refletir sobre a coragem de auto-exposição das estrelas que respeitamos e admiramos, e concluir que o que houve com eles esteve mais perto de nós do que ousamos assumir.
Em verdade onde começa o abuso? Começa com o trabalho de insensibilização da vítima.

Um a cada seis garotos americanos é abusado.
E se o nosso universo é similar, 
e o que é pregado como normal não deve ser aceito, por em realidade tratar-se de abuso, pura agressão?
Faz parte da vitória do abusador impor um ar de  normalidade ao abuso que comete e intitula como saudável pratica livre entre adultos e quando a vítima é criança ou jovem, de saudável exploração da sexualidade. Atenção ao termo "pratica saudável" que tem o dom de liberar o acesso.
Aos abusados será lícito perdoar o abusador, pois este vem de uma linha de abuso sofrido em terror.
Aquele que sofreu abuso e não se cura conserva o horror de ter sofrido sozinho através de um esquema aceito por subentendimento e passa a adotá-lo assim que seu poder o permite. 
A vítima que declara publicamente ter sofrido abuso já se resolveu, já está curada da dor e segue livre, ela sofreu o abuso, não é obrigada a carregar a dor ou sequelas em silêncio, ela passou, sofreu a ação de outrem e nada do que fez ou é, mistura-se àquele outro, ela superou. Tudo no passado. 
O maior inferno do abusador é permanecer em si,  feroz e instável.
O maior criminoso, o que não deve ser perdoado, segue sendo o que sabe do abuso e fecha os olhos permitindo a predação.

De abusadores estão instituídos os impérios, de abusados, forradas as estradas dos reinos, e o que sabemos agora, através do trabalho do Male Survivor, é que do total de seis meninos, um foi abusado.
A divulgação deste dado, mais do que qualquer campanha que eu conheça, vai mudar o mundo.

Foto:
Madona do Espinho, escultura que realizei em 2010 - a mãe que identifica um espinho no pé do bebê e o auxilia na remoção.
































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